Prêmio de Moro por serviços prestados na Lava Jato é ‘salário’ de R$ 1,7 mi

A revelação feita pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, é o “prêmio” pelos serviços prestados com a Operação Lava Jato que destroçou a indústria de infraestrutura e afastou Lula das eleições de 2018. Na quarta-feira (3), o Tribunal de Ética e Disciplina da seccional paulista da OAB alertou que ele não pode praticar atividade […]

3 dez 2020, 16:00 Tempo de leitura: 2 minutos, 54 segundos
Prêmio de Moro por serviços prestados na Lava Jato é ‘salário’ de R$ 1,7 mi

A revelação feita pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, é o “prêmio” pelos serviços prestados com a Operação Lava Jato que destroçou a indústria de infraestrutura e afastou Lula das eleições de 2018. Na quarta-feira (3), o Tribunal de Ética e Disciplina da seccional paulista da OAB alertou que ele não pode praticar atividade privativa da advocacia para clientes da A&M, sob pena de adoção de medidas administrativas e judiciais pertinente.

O ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da JustiçaSérgio Moro, receberá R$ 1,7 milhão anual como sócio-diretor da empresa de consultoria Alvarez & Marsal, responsável pela administração judicial da Odebrecht. A revelação feita pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, é o “prêmio” pelos serviços prestados com a Operação Lava Jato que destroçou a indústria de infraestrutura e afastou Lula das eleições de 2018. “Pelo que entendi, Moro decidiu receber sua parte no  golpe em dinheiro”, comentou Fernando Haddad, no  Twitter, em referência ao golpe de Estado e à perseguição política ao ex-presidente Lula.

Moro, no entanto, pode não conseguir embolsar a gorda recompensa pelo trabalho que desempenhou no comando da Operação Lava Jato. Na quarta-feira (3), o Tribunal de Ética e Disciplina da seccional paulista da OAB alertou que ele não pode praticar atividade privativa da advocacia para clientes da A&M, sob pena de adoção de medidas administrativas e judiciais pertinente. “Notificamos Vossa Senhoria para que não pratique atividade privativa de advocacia aos clientes da empresa Alvarez & Marsal, sob pena de adoção de medidas administrativas e judiciais pertinente”, diz o comunicado, assinado pelo presidente do tribunal, Carlos Kauffmann.

Fiel ao seu histórico de mentiras, Moro tentou negar o tipo de serviço que prestará à consultoria norte-americana. “Não é advocacia, nem atuarei em casos de potencial conflito de interesses”, afirmou em sua conta oficial do Twitter. A explicação de Moro, no entanto, foi desmentida no comunicado oficial da própria empresa da qual ele está se associando. “Consultoria global de gestão de empresas, a Alvarez & Marsal (A&M) anuncia a chegada de Sérgio Fernando Moro como sócio-diretor, com sede em  São Paulo, para atuar na área de Disputas e Investigações”, diz a nota. O tribunal identificou o evidente conflito de interesses pelo fato da consultoria trabalhar para empresas que foram alvos da Lava Jato, como a Odebrecht.

A criminosa promiscuidade se torna ainda mais grave diante da informação de que a Consultoria Alvarez & Marsal também prestava assessoria de recuperação judicial à empreiteira OAS. À época do processo envolvendo o triplex, a defesa de Lula apresentou um documento no qual a consultoria listava o imóvel como patrimônio da OAS. Mesmo diante da informação, Moro ignorou o documento oficial da consultoria para a qual agora vai prestar serviços, mantendo a falsa acusação de propriedade ao ex-presidente Lula. Em seguida, armou a delação premiada com Léo Pinheiro, da OAS, para confirmar sua “tese” do mais escandaloso “ lawfare”.

Da redação

Matéria publicada no site Partido dos Trabalhadores e replicada neste canal.