Lula amplia vantagem para 2022 e cresce rejeição a Bolsonaro, mostra Atlas Político

O ex-presidente Lula ampliou a vantagem sobre o atual mandatário do país, Jair Bolsonaro (ex-PSL), rejeitado por mais de 60% dos brasileiros, de acordo com pesquisa realizada entre os dias 26 e 29 de de julho pelo Atlas Político. Lula tem 49,2% de intenção de votos contra 38,1% do atual presidente da República, num eventual […]

2 ago 2021, 11:02 Tempo de leitura: 2 minutos, 38 segundos
Lula amplia vantagem para 2022 e cresce rejeição a Bolsonaro, mostra Atlas Político
Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Lula ampliou a vantagem sobre o atual mandatário do país, Jair Bolsonaro (ex-PSL), rejeitado por mais de 60% dos brasileiros, de acordo com pesquisa realizada entre os dias 26 e 29 de de julho pelo Atlas Político.

Lula tem 49,2% de intenção de votos contra 38,1% do atual presidente da República, num eventual segundo turno – uma vantagem de 10,1%. Na pesquisa anterior Lula ganharia com uma diferença de 4,7% votos. Neste cenário, brancos e nulos somariam, 12,8%.

O ex-presidente também ganharia de Ciro Gomes (PDT-CE) que está em terceiro lugar nas pesquisas. Lula venceria, num segundo turno, por 37% a 20,6%. Não sabem, brancos e nulos somam 42,4%.

Lula ganha de todos no 1º Turno

Num primeiro turno, Lula ficaria à frente com 39,1% das intenções de votos. Ele é seguido por Bolsonaro (35,9%); Ciro Gomes (6,2%); João Dória (3,5%); Eduardo Leite (3,1%); o apresentador sem partido, Danilo Gentili (2,3%); Luiz Luiz Henrique Mandetta (2,3%); o também apresentador Datena (1,6%) e Tasso Jeireissati (1,3%). O ex-senador Arthur Virgílio Neto, que anunciou que disputará as prévias do seu partido, o PSDB, não pontuou, ficou com zero de intenção de votos. Não sabem em quem votaria, brancos e nulos somam 4,8%.

Rejeição a Bolsonaro

Ainda segundo a pesquisa, publicada, nesta sexta-feira (29), pela versão brasileira do jornal espanhol El País, a rejeição a Bolsonaro está em 62% contra 36% de aprovação. Uma alta de cinco pontos porcentuais em relação a maio, quando a CPI da Covid-19 começou. Este alto índice de rejeição levaria o atual presidente a perder de outros possíveis adversários na corrida presidencial.

Bolsonaro perderia para o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad do PT (41,9% a 38,4%) para o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, do Democrata, (42,9% a 37,5%), e o pedetista Ciro Gomes (43,1% a 37,7%). A exceção é o atual governador de São Paulo, João Doria (PSDB) que estaria em empate técnico com 40,6% das intenções de votos a 38,1% do presidente, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Rejeição a Bolsonaro por região, religião e faixa de renda

Os eleitores do Nordeste (73%) e Sul do Brasil (65%) são os que mais rejeitam Bolsonaro. Por religião, os que aprovam o atual presidente são os evangélicos com 52% contra 45% que aprovam. Entre os católicos, a rejeição vai a 69% contra 29% que o aprovam.

Já na divisão por renda, Bolsonaro tem rejeição maior que 50% em todas as faixas. Seu melhor desempenho está entre os eleitores que ganham entre R$ 3.000 e R$ 10.000 (43%) e R$ 2.000 e R$ 3.000 (42%). Tanto os que ganham menos ( até R$ 2.000) quanto os que ganham mais (acima de R$ 10.000) têm o mesmo índice de rejeição a Bolsonaro, com 69% para ambos os estratos sociais.

A pesquisa da Atlas Político foi feita a partir entrevistas online com 2.884 pessoas levando em conta região, faixa etária, gênero e faixa de renda. As respostas são calibradas por um algoritmo de acordo com o perfil do eleitorado.

Por CUT

Matéria publicada originalmente no site do PT na Câmara e replicada neste canal.