Aumento recorde de preços projeta descontrole da inflação

Alta foi puxada pelo aumento de 5% na energia elétrica e de 2,05% na gasolina. No ano, índice acumula avanço de 5,81% e nos últimos 12 meses, de 9,30%. Após o ministro Paulo Guedes afirmar que a inflação está “dentro do jogo”, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira o Índice Nacional de […]

25 ago 2021, 21:11 Tempo de leitura: 2 minutos, 2 segundos
Aumento recorde de preços projeta descontrole da inflação

Alta foi puxada pelo aumento de 5% na energia elétrica e de 2,05% na gasolina. No ano, índice acumula avanço de 5,81% e nos últimos 12 meses, de 9,30%.

Após o ministro Paulo Guedes afirmar que a inflação está “dentro do jogo”, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15), que acelerou a alta para 0,89% em agosto. Em julho, era de  0,72%. A taxa é a maior para um mês de agosto desde 2002, quando foi de 1%. O IPCA de agosto projeta o crescimento da inflação oficial no país.

Afetando a maioria da população, a energia elétrica foi a principal influência individual para a alta do IPCA-15 em agosto, com impacto de 0,23 ponto percentual da taxa de 0,89%. A alta da energia pelo IPCA-15 de agosto foi de 5%, acima dos 4,79% de um mês anterior. A alta se deve a vigência da bandeira vermelha patamar 2, que passou a cobrar R$ 9,49 a cada 100kWh consumidos, após reajuste de 52%.

O aumento da gasolina (2,05%), cuja variação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 39,52% também pressionou o aumento. A gasolina contribuiu sozinha por 0,12 p.p. do IPCA-15 de agosto. Os preços do etanol (2,19%) e do óleo diesel (1,37%) também aumentaram no período. O gás de botijão, com aumento de 3,79%, e do gás encanado, com majoração de 0,73%, contribuíram para o recorde do IPCA em agosto.

Afetando principalmente os mais pobres, a alimentação cotidiana das famílias aumentou de 0,47% em julho para 1,29% em agosto. Segundo o IBGE, o tomate, aumento de 16,06%, o frango em pedaços, com 4,48%, as frutas, com 2,07%, e o leite longa vida, com 2,07%, sofreram os maiores aumentos. Os gastos com transportes também pesaram no orçamento das famílias com majoração de 1,11%.

Aumentos em 8 de 9 grupos

Veja abaixo os principais aumentos, por grupos.

  • Alimentação e bebidas: 1,02%
  • Habitação: 1,97%
  • Artigos de residência: 1,05%
  • Vestuário: 0,94%
  • Transportes: 1,11%
  • Despesas pessoais: 0,68%
  • Educação: 0,30%
  • Comunicação: 0,19%

O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos. A pesquisa é feita em nove regiões metropolitanas, além de Brasília e do município de Goiânia.

Matéria publicada no site Partido dos Trabalhadores e replicada neste canal.